Reposição Hormonal: mitos e verdades.
Durante muitos anos, as fêmeas da espécie humana eram consideradas apenas pela capacidade inerente à sua classificação de poder gerar outros homens, por tanto um “mal necessário” a civilização (conceito pré-determinado na Grécia antiga). Às mulheres eram relegados os afazeres domésticos, a colheita de frutos e vegetais e a criação da prole (classificação encontrada em civilizações aborígines e durante boa parte da Idade Média).
Ao avançarmos a Idade Média encontramos outra “boa utilização” para as fêmeas da espécie humana. Divertir os homens em casas de “lupanário” ou de “má reputação”. Mais uma vez as mulheres são subjugadas como simples “objetos obscuros do prazer” para o homem. Quando uma fêmea perde a capacidade de procriar, seu objetivo biológico deixa de fazer jus a sua existência na comunidade.
Isto é evidenciado quando a fêmea entra na cessão dos seus hormônios que garantem a perpetuação de sua espécie. Diminuem sua capacidade mental, tanto em reter conhecimentos como a utilização da memória, perdem boa parte do tônus muscular, iniciam uma progressiva e perigosa descalcificação óssea (osteoporose) e tornam-se menos atrativas (ou sem atrativos) para o macho em processos de cópula, produzindo um suor ácido que afasta os homens.
A mais ou menos 20 anos, uma técnica inovadora e audaciosa tentava retardar o “relógio biológico reprodutivo” das mulheres, repondo nestas os hormônios que naturalmente deixavam de produzir enquanto a menopausa se manifestava. Portanto, havia a administração tanto do estrógeno quanto da progesterona, “enganado” o sistema nervoso central que se comportava como se a idade não tivesse chegado.
Um dos pontos pelos quais o organismo cessa a produção dos hormônios femininos seria o risco extremamente alto, acima dos níveis aceitáveis para a espécie, da geração de crianças com anormalidades ou até mesmo mal formadas depois dos 50 anos de vida (mãe). Isto se deve ao fato de que as fêmeas humanas produziram todos os gametas que irão utilizar em sua vida biologicamente ativa ainda quando estava sendo geradas no interior do ventre de suas mães. Anos de processos de amadurecimento do óvulo (quando estão próximas de ovular, com isto os hormônios exercem efeitos em cascata), febre, fome, alterações hormonais, estresse e uma série de estados alterados do organismo.
Quando se repõe o nível de estrógeno na fêmea humana, pode-se conseguir excelentes resultados. Uma forma de resguardar a paciente e evitar males como cefaléias, irritação freqüente, cólicas menstruais dolorosas, perda ou aumento de peso e demais contratempos, faz-se necessária à inoculação do estrógeno produzido pela espécie humana denominado estradiol 17-b. Os demais hormônios, ainda que referidos como estrógenos são produzidos a partir de matrizes diversas tais como bactérias, fungos, ruminantes e assim por diante. O grande problema reside na administração da progesterona, também conhecido como “hormônio da gravidez”. Também era reposto pelo fato de, comprovadamente, evitar o câncer do endométrio (útero); mas estudos posteriores demonstraram que esta administração elevava sobremaneira os índices de câncer de mama, além de acentuar os riscos cardiovasculares e de diminuir acentuadamente a vascularização dos tecidos induzindo a acidentes vasculares cerebrais (AVC). O elevado processo de descalcificação óssea, chamada de osteoporose, já era conhecida mas indicada pela ausência e não presença deste hormônio.
Há 20 anos atrás, sua prescrição era necessária uma vez que sabidamente evitava o surgimento de células cancerígenas no endométrio (útero) e nenhum médico tinha em seu poder um método de diagnóstico rápido ou previdente deste mal. A mais ou menos 04 anos atrás, com o desenvolvimento das ultra-sonografias, a progesterona deixa de ser uma aliada e passa a ser algoz, não sendo mais justificada sua inoculação nos processos de reposição hormonal.
Todas estas argumentações começaram a suscitar dúvidas a respeito dos métodos empregados devido a uma pesquisa feita nos Estados Unidos da América em que se revelava que os processos de reposição hormonal apresentavam riscos muito altos, acima dos aceitáveis, para o surgimento de vários tipos de câncer, além de miomas e outras mazelas mais. Algumas considerações devem ser feitas relacionadas a estes experimentos:
1. O experimento durou cerca de seis anos
2. Feito com mulheres americanas
3. Relatou apenas experimentações e conclusões com este padrão
Dito isto, fica evidente a não generalização dos experimentos, que foram amplamente divulgados pelo mundo todo como uma verdade absoluta (um dos grandes erros da ciência, principalmente a biológica), um dogma. A primeira reflexão refere-se ao tempo curto, breve demais para um experimento tão importante e que retrata uma par sem fim de relações biológicas. A segunda reflexão refere ao objeto do experimento, uma vez que suas experimentações só foram verificadas em mulheres americanas, portanto descendentes de uma linhagem anglo-saxônica. Sabidamente é fato que mulheres anglo-saxônicas tem uma incidência de câncer de mama aproximadamente de 09% de sua população. As mulheres latinas e hispânicas têm uma incidência menor que a metade das anglo-saxônicas (aproximadamente 04% da população).
Portanto o experimento americano, ainda que importante, está ainda longe de ser uma verdade absoluta e um “manual de instruções” para a medicina moderna mundial. Sequer ainda foram identificados os índices de câncer de mama em mulheres orientais, árticas, africanas e muitas outras que ainda não foram “reconhecidas” pelos americanos.
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